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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Perder uma Libertadores, pode causar danos no campeonato brasileiro?




A prioridade para todos os times brasileiros que disputam a Libertadores é ganhar este torneio. Deixam de lado os jogos dos campeonatos estaduais e brasileiro em busca deste objetivo. Quando chegam à final e perdem, precisam retomar a vida no campeonato nacional e até aí, já se foram algumas rodadas e alguns pontos perdidos. Esta situação acontece no futebol brasileiro desde 2005 e agora em 2009 será a vez do Cruzeiro, hoje décimo sexto colocado na tabela, buscar forças e se recuperar no brasileirão.

O Atlético Paranaense foi o primeiro clube a passar por este momento. Derrotado pelo São Paulo na Libertadores de 2005, voltou ao brasileirão e chegou na sexta colocação. Não garantiu vaga na libertadores do ano seguinte, mas se classificou para a Copa Sul-Americana.

Em 2006 foi a vez do São Paulo. O time tentava seu quarto título no principal torneio das Américas, mas foi derrotado pelo Internacional de Porto Alegre. Voltou ao campeonato brasileiro e foi bem. Conquistou o tetra campeonato brasileiro. De todos os derrotados em finais da libertadores, o São Paulo foi o único que conseguiu voltar para o brasileiro e conquistar o título.

O Grêmio perdeu a libertadores de 2007 em casa contra o Boca Juniors. E teve seu destino parecido com o do Furacão em 2005. Terminou o brasileirão na sexta colocação, fora da zona de classificação para a taça libertadores, mas dentro da copa sul-americana.

“Nós seremos campeões e vamos brincar no brasileirão”, frase muito utilizada ano passado pelo Renato Gaucho, ex-técnico do Fluminense. O time estava na final da libertadores e na zona de rebaixamento do brasileiro. Toda vez que era questionado sobre a situação do Flu no brasileirão, o técnico proferia a frase escrita acima. No final das contas, o Fluminense perdeu a libertadores em casa contra a LDU e quase foi rebaixado no brasileiro. Garantindo – se na série A apenas na última rodada.

Perder uma libertadores não é algo tão traumático quanto parece. Nos casos acima tivemos um time que voltou ao brasileiro e foi campeão, dois que terminaram na sexta colocação e apenas um que sofreu um pouco mais. O Cruzeiro tem um bom elenco e um ótimo técnico. Pela posição que ocupa hoje no campeonato, será difícil uma recuperação para ganhar o título, mas ainda há chance de se classificar para a libertadores do ano que vem.






Foto: Agência/Reuters

terça-feira, 14 de julho de 2009

Será igual a 1997?


A última vez que o torcedor cruzeirense pôde comemorar o título do principal campeonato da América do Sul foi em 1997. Naquele ano, o time enfrentou a equipe peruana do Sporting Cristal e foi para a segunda partida da final na mesma condição que entrará em campo amanhã no Mineirão contra o Estudiantes.

Na final de 1997, o Cruzeiro empatou a primeira partida da final em zero a zero jogando fora de casa. Naquele ano, os gols fora de casa também não serviam como critério de desempate. Uma vitória com diferença simples de gols, garantiam o título para equipe vencedora.

A partida foi tensa e emocionante para o torcedor cruzeirense. O goleiro Dida fechou o gol fazendo defesas milagrosas. A partida estava com cara que seria decidida nos pênaltis. Até que houve um escanteio para o Cruzeiro pelo lado direito aos 30 minutos do segundo tempo. A bola foi alçada na segunda trave, a defesa do Sporting afastou parcialmente e ela caiu no pé direito do meia canhoto Elivelton, camisa 20. O pé não era o bom, mas ele chutou mesmo assim. A bola não saiu com tanta força e contou com a ajuda do Julio Balerio, goleiro do Sporting Cristal, que não conseguiu defender o chute.

O chute foi fraco, mas suficiente para ultrapassar a linha do gol e fazer estremecer o Mineirão com a alegria de 106.853 cruzeirenses que soltavam o grito de gol entalado na garganta desde a primeira partida da final.

Naquela ocasião o clube comemorava pela segunda vez a conquista da América, o jogo desta quarta pode trazer o terceiro título para o time da toca da Raposa. Será que vai acontecer o mesmo que ocorreu em 1997? Quem será o Elivelton de 2009?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Festa bonita na Argentina e o Fábio foi o grande protagonista


Uma grande festa recepcionou os torcedores em Ciudad de La Plata, campo do Estudiantes da Argentina. Com direito a show de DJ e iluminação, a torcida foi entrando no clima da decisão preparando o caldeirão.
Como não podia ser diferente, o Cruzeiro entrou em campo sob uma sonora vaia da torcida Argentina. Do outro lado, quando subiu ao gramado a equipe do Estudiantes, uma nova festa se iniciou. Fumaça vermelha e branca, papéis picados na mesma cor e uma grande cantoria tomou conta do estádio. Uma grande neblina alvi-rubro se formou, não sendo possível enxergar o outro lado do campo.
Quando rolou a bola, pudemos acompanhar um Estudiantes procurando o gol, pressionando a equipe mineira. O atacante Fernández se movimentava muito bem, buscava o jogo e abria espaço para os meias argentinos participarem mais das jogadas de ataque.
Jogadas essas de ataque que sempre paravam na mão do Fábio. O goleiro cruzeirense fechou o gol, foi um paredão intransponível. Os jogadores do Estudiantes tentavam pelo alto, com bolas rasteiras, bombas de fora da área e a queima roupa, mas tudo em vão, a noite mesmo era do Fábio. Mostrou muita elasticidade, segurança e confiança, foi um show de defesas e posicionamento do arqueiro cruzeirense.
O ataque cruzeirense também deu trabalho a Andújar, goleiro do Estudiantes e da seleção argentina. O ímpeto azul aconteceu com maior intensidade na segunda etapa. A bola do jogo esteve nos pés do atacante Kléber. Aos 35 minutos do segundo tempo, Wagner fez boa jogada pela esquerda e cruzou a bola para a área. O goleiro Andújar espalmou mal a bola para o meio e esta caiu no pé do Kléber, que de chapa mandou a bola para fora.
O empate em zero a zero faz com que as duas equipes joguem pela vitória na segunda partida no Mineirão. Agora na decisão, o gol fora de casa não dá vantagem. Sendo assim, mais um empate em minas leva o jogo à decisão em pênaltis.
Quarta-feira que vem é a vez da torcida cruzeirense fazer a festa no Mineirão, antes, durante e quem sabe, após o apito final. Comemorando o terceiro título da equipe na competição sul-americana, empatando em número de conquistas com o São Paulo, hoje o maior vencedor brasileiro na Libertadores.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A conquista da América


Me lembro como se fosse hoje... faltavam 3 dias para o meu aniversário de 8 anos. 17 de junho de 1992, dia da segunda partida da final da Taça Libertadores da América daquele ano. O São Paulo encarava o Newell's Old Boys da Argentina, que havia vencido a primeira partida da decisão com um gol de penalti.
17 de junho de 1992, o Morumbi estava lotado, 105.185 pagantes. 105.185 corações pulsando confiantes na vitória, confiantes nos ídolos, alguns longe de serem craques mas, passavam total confiança ao torcedor, por sua garra e fibra.
Lembro que eu fiquei ali, sentado, na frente da tv, assistindo a transmissão da Tv Gazeta com Galvão Bueno narrando e chorando ao final do jogo (pode procurar no youtube, lá mostra o Galvão se emocionando com o tricolor), Roberto Avallone comentando.
Eu lembro que o São Paulo atacava, jogadas envolventes entre Raí, Muller, Palhinha e Cafú, era pressão total, mas o gol teimava em não sair.
O sofrimento aumentava a cada giro do ponteiro. Lembro que eu vi o Macedo levantando do banco de reserva, era mais um atacante, mais uma esperança de gol. Ele entrou no lugar do Palhinha (artilheiro do São Paulo na competição) e em poucos minutos dentro de campo, sofreu um penalti.
A torcida comemorava aquela marcação como se fosse o gol do título, era a salvação. Raí, que para mim foi o melhor jogador que eu vi jogando com a camisa do São Paulo, pegou a bola, colocou na marca do penalti, esperou a autorização do arbitro e colocou ela lá! No fundo das redes argentinas! Era o gol que dava esperança ao São Paulo, que levava a partida para decisão por penaltis. Sofrimento? Sim! Mas se não fosse assim, não teria graça.
Pois bem, chegamos na disputa de penaltis. Logo na primeira batida, o argentino carimbou a trave! Raí bateu para o São Paulo e inaugurou a disputa por penaltis... O São Paulo esteve em vantagem até a terceira cobrança, quando Ronaldão encheu o pé no meio do gol e Scoponi, sem precisar se mexer, fez a defesa. Foi a igualdade do placar. Igualdade até a 4ª cobrança, pois Mendonça teve a chance de colocar os argentinos na frente mas, graças a Deus, ele não o fez! Isolou a bola e Cafú, na cobrança seguinte voltou a deixar o São Paulo em vantagem.
Partimos para a quinta cobrança, Gamboa tinha a obrigação de fazer o gol, caso contrário, o título era do São Paulo. No gol tricolor estava Zetti, grande ídolo da torcida São Paulina e goleiro de seleção brasileira. A pressão e oração dos mais de 105 mil torcedores deu certo. Gamboa partiu pra bola, bateu e Zetti fez uma bela defesa, deu o título ao São Paulo!
A emoção era muita! Eu sem entender direito o significado de tudo aquilo, chorei. Galvão Bueno que narrava a invasão dos torcedores comemorando o título, também chorou.
A partir daquele momento eu comecei a entender e saber o significado da Taça Libertadores da América. É algo indescritível, pena que meus amigos curintianos não sabem o que é isso! uma pena...