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sexta-feira, 17 de julho de 2009

15 anos do Tetra


Há 15 anos o Brasil estava em festa, era o fim da espera de 24 anos, era o reencontro com a Itália, era a comemoração do Tetra. Uma seleção que saiu do Brasil desacreditada foi ganhando confiança ao longo da competição e no final emocionou a todos os amantes da seleção brasileira de futebol.


A seleção saiu desacreditada do Brasil, muito por conta da campanha nas Eliminatórias. A classificação para o mundial foi sofrida, conquistada apenas na última rodada contra o Uruguai no Maracanã. Vitória por dois a zero com dois gols de Romário, que retornava à seleção por conta da pressão da torcida e mídia, que faziam campanha pela volta do baixinho à seleção.

O Brasil caiu no grupo B da copa, que contava ainda com as seleções da Rússia, Camarões e Suécia. A primeira partida foi contra a Rússia, no dia 20/06/1994, a seleção venceu por dois a zero com gols de Romário e Raí. No segundo jogo o adversário foi Camarões. Três a zero para o Brasil, gols de Romário, Marcio Santos e Bebeto. A última partida da primeira fase foi contra a Suécia, de longe, o jogo mais difícil. O Brasil saiu atrás no placar e buscou o empate a um minuto da segunda etapa, novamente o baixinho salvava a seleção e garantia a equipe nas oitavas de final da copa.

As oitavas de final foi contra os donos da casa, os Estados Unidos se classificou em segundo lugar no grupo A. O jogo foi no feriado nacional, dia 04/07/1994, independência dos Estados Unidos. Dentro de campo houve uma partida equilibrada e com vitória brasileira por um a zero, gol do Bebeto. Neste jogo, o lateral esquerdo brasileiro, Leonardo, acertou uma cotovelada no nariz do jogador Tab Ramos e foi expulso. Julgado pela expulsão, foi suspenso e não pôde mais jogar na copa do mundo.

Leonardo era um dos principais jogadores da seleção. Seria uma ausência bastante sentida pela equipe. Seu reserva imediato iria para o jogo contra a Holanda, válido pelas quartas de final. Foi uma das partidas mais emocionantes da copa de 94. O Brasil fez dois a zero e a Holanda chegou ao empate. Era a vez da estrela do Branco brilhar. O reserva da lateral esquerda sofreu uma falta na intermediária do campo defensivo holandês e ele mesmo ajeitou a bola para bater (Branco era conhecido por ter um chute potente com a perna esquerda). Branco tomou distancia e encheu o pé, a bola fez uma curva e entrou no canto esquerdo do goleiro holandês. Golaço! Era o gol que levava a seleção brasileira para a semifinal do mundial.

Novamente o Brasil enfrentaria a Suécia e novamente um jogo equilibrado. O medo da seleção brasileira era a jogada aérea dos grandalhões suecos. Romário provou mais uma vez que altura é importante, mas saber se posicionar fazia toda a diferença. O Baixinho ganhou a bola pelo alto e de cabeça, garantiu a passagem da seleção para a final.
Os italianos, adversários do Brasil na final da copa, tiveram um caminho mais sofrido durante a competição. Classificaram em terceiro lugar na fase de grupos. Nas oitavas de final passaram pela Nigéria, nas quartas pela Espanha e na semifinal pela Bulgária.

Se o Brasil tinha Romário, a Itália tinha Roberto Baggio. O italiano foi decisivo marcando gols em todas as partidas do mata-mata da copa. Causava perigo nas cobranças de falta e com a bola no pé criava as principais jogadas ofensivas da equipe.

Não houve gol no tempo normal da final e o mesmo se repetiu na prorrogação. Pela primeira vez na história das copas, uma final seria disputada nos pênaltis. Logo na primeira cobrança, Baresi, craque da defesa italiana, chutou a bola para fora. Estava nos pés de Marcio Santos, colocar o Brasil em vantagem, mas o zagueiro desperdiçou, Pagliuca defendeu. A Itália converteu seus próximos dois pênaltis com Albertini e Evani, o Brasil também, com Romário e Branco. A quarta penalidade italiana foi cobrada pelo atacante Massaro e defendida por Taffarel. Novamente o Brasil poderia passar a frente no placar. Desta vez a chance era de Dunga, que bateu firme e fez o terceiro gol brasileiro. Na quinta cobrança italiana, estava lá o craque da Azzurra, Roberto Baggio. Ele era o batedor oficial da Itália e tinha sido guardado para o momento de maior responsabilidade. As chances italianas estavam nos pés dele, caso errasse, o Brasil seria o campeão.

Roberto Baggio foi um jogador que perdeu poucos pênaltis na carreira e aquele, foi mais um para sua história. Ele pegou muito embaixo na bola e ela subiu, mais alto que ele queria e foi desaparecer atrás da multidão de repórteres que tentavam invadir o campo para entrevistar os protagonistas da final. Com o erro do Baggio, Bebeto não precisou cobrar seu pênalti. O Brasil venceu por 3 a 2 e conquistou seu tetracampeonato.





A equipe muito contestada em sua saída do Brasil conquistou o que outras seleções brasileiras, mais badaladas, não conseguiram. O título da copa do mundo. Parabéns à todos aqueles que participaram da seleção, da comissão técnica aos jogadores. Parabéns pelo título, parabéns pelos 15 anos.